terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O teu melhor sorriso

Talvez não seja... tarde demais
Pra ver as flores que abriram na manhã
e coloriram o verde dos campos.

Talvez não seja... tarde demais
Pra ouvir as aves cantado felizes
Só pelo novo dia que vivem.

Melhor é ...te respirar
Melhor a vida pra amar...

Pegar a estrada sem olhar pra trás
As tristezas que um dia
Calaram os teus sonhos demais

Então dê um sorriso
dê um grande sorriso
o teu melhor sorriso...

Talvez não seja tarde pro amor
para um abraço, pra ter um amigo
Ou pra viver um sonho contigo

Talvez não seja tarde demais
Para estender a mão ao faminto
ou pra cuidar do pobre ferido..

Melhor é...te respirar
Melhor a vida pra amar...

Pegar a estrada sem olhar pra trás
As tristezas que um dia
Calaram os teus sonhos demais

Então dê um sorriso
dê um belo sorriso
O teu melhor sorriso.

Há uma vida pulsando lá fora
Já não se pode desperdiçar

Mas veja só
a vida em seu suave perfume
Ata os laços do amor que nos une

Melhor...é te respirar
Te respirar...

Letra de música - Ouvir em:
http://www.goear.com/listen/309c670/o-teu-melhor-sorriso-darci-junior





sábado, 9 de fevereiro de 2013

Vida ligeira

Vida, vida ligeira
Diz o que quer de mim
Mal cochilei na esteira
Parece até brincadeira
Já se afastou de mim.

Vida que me parece
Algo que já não é
Ora apenas objeto
Calçando os pés da mulher
Antes te vi, oh vida!
Metade submergida
No couro de um jacaré

Vida, vida ligeira
Qual o teu querer enfim?
Não desci minha ladeira
Nem alcancei cumieira
E vais embora assim?

Há pouco estavas no campo
Plantada num pé de ipê
Recanto do pirilampo
Refúgio do zidedê

Para onde foste, vida?
Agora despercebida
Em um cômodo qualquer
Numa estante de TV

Vida, vida ligeira
Pó de pirlimpimpim
És assim tão passageira
Vive! Vida derradeira
Do começo meio e fim

Num sorriso pude ver
Brindando à felicidade
Várias vidas desfrutando
Em sua efemeridade
Porém tornaram-se cinzas
Foram só vaidade

Vida, vida ligeira
Diz o que quer de mim
Seja minha companheira
E que de alguma maneira
Possa eu dizer-te sim.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Intrínseco


Este sofrer que a mim reparte, não parte
Insiste no meu declínio, resiste
Domínio consciente, prisão da mente
A duras penas, apenas oprime não conhece a inocência

Tão pouco admite clemência, nem perdoa
Magoa sarcasticamente por prazer, por querer
Exulta em sua ironia resulta a minha agonia
À noite, do escurecer até a claridade do dia

Aos poucos se torna intrínseco tão pertinente a mim
Quanto as flores ao jardim, a beleza ao marfim
Ou as procelas ao mar em fúria, as mentiras as injúrias
No ritmo do meu músculo, o arfar do pesadelo

Recomponho-me ao crepúsculo, resposta ao meu apelo
Então prefiro o sol, a isca no meu anzol
A paz na minha camisa, a vida, a brisa que o rosto me acaricia
A esperança que não duvida que emociona e proporciona

Um tempo muito melhor, mesmo que com força e suor
Seja assim conquistado
Um tempo a ser lembrado nos anos que estão por vir
como lição da dor, uma canção de amor

Um motivo pra sorrir.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sonho


Esta noite eu tive um sonho, sonhei que estava no mar
A bordo de um barco à vela motivado pra pescar
O sol me queimando a cara, mas o vento a soprar
Suavemente refrescava e eu ficava a admirar...

A imensidão das águas, as belezas do lugar...
Esquecendo-me das mágoas deu vontade de cantar!
Armei então a linhada e ao fundo arremessei
Anzol de fisga afiada numa isca caprichei!

Mas não tive resultado depois de muito esperado
A linhada eu retirei; meio decepcionado, o apetrecho então guardei.
Lancei mão da carretilha para mais longe alcançar
Uma jogada perfeita não poderia falhar.

Decorrido um certo tempo
Novo descontentamento
Nada de peixe no mar...

Então peguei minha rede, fui obrigado a apelar!
Sol a pino a boca seca, uma sede de lascar.
Botei água boca a dentro, precisava me hidratar.
Agora não mais sedento já podia continuar.

Calculei os movimentos e a rede fiz lançar
Impecável e certeiro, senti a bicha vibrar
Finalmente havia algo e comecei a puxar...
Mas quanto mais eu puxava, parecia se afastar.

Coloquei força no braço como aço me tornei
Mas quase caí do barco quando na rede avistei
Que não era nenhum peixe que havia capturado
Mas era você, sorrindo, que estava ao meu lado.

Depois do susto e mais calmo com ternura te abracei
Trocamos beijos molhados foi tão lindo, assim te amei.
Não sei porque cargas d’água de repente acordei!
E quando abri os meus olhos, não gosto nem de lembrar...
Meu cão me lambia a face...nunca mais quero sonhar!